quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Lições Filosóficas do Aikido
Diz a filosofia do aikido, arte marcial japonesa desenvolvida nos anos 1940, que quem ataca está sempre em desarmonia, porque não sabe usar a força que tem. Mas competir é humano. Está no nosso DNA, permeia o sistema circulatório desde o surgimento da nossa espécie. Naquela época, milênios atrás, vencer era ver o adversário cair por terra, bater no peito e mostrar ao bando a superioridade diante dos demais. Hoje, ninguém precisa disso. Só que, em maior ou menor grau, muitas vezes a gente se deixa levar pelos instintos e vai com tanta sede ao pote que atropela tudo e todos – a gente mesmo, inclusive, com toda dor que isso representa. O prêmio – uma promoção, o amor de alguém, o reconhecimento alheio – pode até vir, mas chega arranhado, opaco, já sem o brilho alegre de uma conquista. Mas tem jeito de embarcar nas disputas e conquistar seus sonhos sem destruir quem você é: fazendo da sua mente e dos seus adversários os maiores aliados que alguém pode ter. O segredo? Preparar-se para isso.
Quando um jogador treina para uma competição, ele conta com um time de especialistas para ajudá-lo não só a desenvolver suas habilidades técnicas mas também a lidar com as emoções. Acontece que a vida não imita o esporte e a gente enfrenta as Copas do Mundo diárias sem se dar conta de que é preciso conhecer nossos pontos fortes e fracos, saber ler os outros em campo e conquistar equilíbrio emocional para sair vitorioso, independentemente do resultado. O passo inicial é dar um novo significado ao instinto de competição. “Nossos antepassados precisavam muito mais do registro da dor para sobreviver,porque era ele que os livrava das situações de perigo. É por isso que, até hoje, nos lembramos mais facilmente de situações dolorosas do que das agradáveis, e reagimos espontaneamente para dar conta do pior, mesmo quando não existem riscos reais”.
Fica fácil perceber esse comportamento no trânsito, onde todo mundo compete por espaço. Digamos que você esteja atrasado para um compromisso e o motorista da fila ao lado sinalize que quer entrar na sua faixa. É bem possível que sua reação seja a de pisar mais forte no acelerador. E a dele provavelmente será a de pegar a sua frente mesmo assim. Essa aparente derrota não precisa despertar raiva nem causar mal-estar ou uma reação exacerbada de defesa. “Sua vida não sofre ameaça direta. Você não vai morrer, embora, inconscientemente, seu instinto de sobrevivência faça com que se sinta no dever de se defender de uma catástrofe”.
Resignificar esse padrão instintivo pressupõe adotar a estratégia do passo atrás: parar, respirar, olhar por outros ângulos e compreender o todo. Deixar a alma sentir. Sem essa preparação, é grande o risco de agir por impulso e exagerar na dose. “No aikido, você aprende a fazer de tudo para evitar um conflito – mas está sempre bem preparado para ele”, ilustra o professor Paulo Sergio Cremona, mestre da Academia Cremona Dojo Aikido, em São Paulo. A prática constante e a repetição das técnicas leva você a perceber a intenção do outro e a atuar defensivamente mantendo, o tempo todo, o equilíbrio.
As estratégias do bom combate
O primeiro aprendizado é vencer seu maior inimigo: você mesmo. Olhe para o seu íntimo e avalie, sinceramente, como andam a autoconfiança e a autoestima. Elas são aliadas importantes para que o motivo da competição seja apenas o amadurecimento ou o aprendizado, e não uma recompensa. É mais fácil entender quando pensamos, por exemplo, em um embate entre irmãos. Natural que um dos envolvidos queira conquistar aceitação. “Na primeira infância, acontece uma disputa pela atenção da mãe – outro resquício do instinto de sobrevivência. Até os 4 anos, é comum que esses aspectos prevaleçam. Se os pais valorizam a individualidade dos filhos, logo eles percebem que não precisam se sobressair para sobreviver”.
Só que, dependendo da criação de cada um, um adulto pode carregar por toda a vida a sensação de que precisa provar o tempo todo que é especial ou merecedor de carinho. E isso nos leva à segunda estratégia de uma competição do bem: compreender as fraquezas alheias e agir sobre elas de forma a reverter o ataque. Muitas vezes, o oponente é uma pessoa insegura, que precisa se certificar de que tem qualidades. Se você se conhece e sabe das suas potencialidades, não vai sentir necessidade de levar à derrota um oponente tão frágil. A atitude mais sábia e serena aqui é absorver o impacto das investidas ou, diante da força desmedida, se esquivar dos golpes lançando mão da abençoada cooperação.
Enxergar o outro como parceiro, em vez de adversário, faz com que todos ganhem. Tudo bem que a gente sabe como é duro se aproximar genuinamente daquele colega no trabalho que quer o mesmo cargo que você, por exemplo. Ainda assim, vale a tentativa – e o caminho é silenciar a mania de comparação. “O mundo hoje é muito competitivo. Por isso, é comum ficar sempre observando o outro para ver se ele é melhor ou pior”.
Mas cada um tem suas habilidades. E é justamente focando nessas qualidades – e não perdendo tempo em apontar os defeitos alheios – que você vai se desenvolver, conquistar seu espaço e se sobressair. Seu colega de embate, acredite, é fundamental no processo, porque o que falta em você pode sobrar nele. Imagine, por exemplo, que os dois precisem apresentar ideias em uma reunião. Em vez de criticar os pontos vulneráveis da sugestão dele, procure contribuir com comentários que vão enriquecê-la. Você demonstra que sabe trabalhar em equipe e valorizar as pessoas, características fundamentais para quem deseja subir de cargo. “Criar aliança com a adversidade permite crescer, e não sucumbir a ela. Além disso, estudos comprovam que a cooperação leva a um estilo de vida com alto índice de felicidade, porque permite a construção de laços de amizade”.
Se o coração aperta porque você ainda não sabe se o outro age por insegurança ou se quer mesmo é destruir todos a sua volta, o mestre Cremona joga uma luz: “Os samurais diziam que você deve olhar nos olhos do adversário. É lá que mora a intenção dele”. Portanto, aprenda a interpretar os sinais, não só dos olhos, mas do corpo todo, e a passar as mensagens certas.
“Existem três tipos de comunicação”: Um deles é a passiva, que acontece quando alguém se expressa com timidez, porque se acha inferior e... é engolido pelo oponente. As outras são a agressiva, quando se age de forma impositiva, sem respeitar o adversário e, portanto, sem prever que ele pode ser mais forte e machucar você; e a assertiva, que acontece no momento em que um dos dois se dispõe a ouvir e compreender, surpreendendo o outro não com um ataque, mas com um gesto de bondade que funciona como um escudo: a força que seu competidor usou para agredi-lo volta para ele na mesma medida.
O empate é um bom resultado
Essa história de que o importante é saber competir não é fácil de engolir. Mas entender de fato o que significa perder e ganhar traz uma nova perspectiva. Ganhar inunda o corpo de euforia. “Existem áreas no cérebro, ligadas ao prazer, que são ativadas às vésperas de um evento estressante como a competição”.
“São verdadeiras tempestades químicas, com substâncias responsáveis pela sensação de felicidade e bem-estar. A satisfação faz do vencedor o centro das atenções, aumenta a autoestima... por algum tempo. Depois, o calor dos aplausos se dissipa com a mesma velocidade com que surgiu. O amor-próprio? Esse leva tempo para ser construído e não pode ser duradouro se suas bases são frágeis e dependentes de aplausos. “Por isso, é preciso ter foco no seu objetivo. Competir só pelo sabor da vitória pode deixar você inebriado pela conquista, mas distante daquilo que realmente busca”.
Perder – e olha que vivenciamos derrotas todos os dias, cada vez que algo não sai como o planejado – também provoca um turbilhão de emoções. Acontece uma redução drástica de testosterona e de adrenalina e, com essa baixa, surge a sensação de que nada mais vale a pena. É uma reação biológica e, portanto, natural. E é também um ótimo jeito de parar e repensar. “Enxergar as limitações leva a dois aprendizados importantes: não se expor a situações que estão acima dos próprios limites ou, então, aceitar o risco de forma consciente, sabendo que sairá mais forte da disputa”. Claro, no meio do caminho surgem imprevistos e a derrota chega mesmo diante de toda a preparação. Quando isso acontece, o melhor é colocar o imediatismo de lado. Deixar de ganhar uma mera disputa não significa que tudo está perdido, apenas que é preciso corrigir a estratégia e tentar novamente. Isso dá munição para a próxima – e bem-sucedida – investida. O que leva de volta ao início do círculo virtuoso da competição: a preparação. Se competir, ganhar e perder fazem parte de quem somos, por que não aprender a navegar nos altos e baixos da vida? A vitória será garantida.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Microcorrente na Estética Facial
A microcorrente pode ser definida como um tipo de eletroestimulação que utiliza correntes com parâmetros de intensidade na faixa dos microampéres, de baixa freqüência, podendo apresentar correntes contínuas ou alternadas. Também é chamada de MENS (Micro Electro Neuro Stimulation).
O objetivo da técnica é promover a revitalização cutânea, melhorando a flacidez muscular, elasticidade, a viscosidade e o brilho da pele, que ocorre devido à formação de um campo bioelétrico natural, que promove revitalização celular.
O plano de atuação das microcorrentes é profundo, podendo atingir um nível muscular, e apresenta-se com imediata atuação no plano cutâneo e subcutâneo.
Efeitos Fisiológicos:
Restabelecimento da bioeletricidade tecidual: pesquisas mostraram que um trauma afetaria o potencial elétrico das células do tecido lesionado. Inicialmente o local atingido teria uma resistência maior do que os tecidos próximos à lesão da corrente. A aplicação das microcorrentes em um local lesionado pode aumentar o fluxo da corrente endógena. Isto permite à área traumatizada recuperar sua capacidade, ocorrendo um processo de cura.
Síntese de ATP: noventa por cento do total de ATP, utilizados nos trabalhos celulares são transformados durante o metabolismo da glicose, com a energia liberada pela oxidação subseqüente dos átomos de hidrogênio liberados durante a glicólise.
Toda energia acumulada será armazenada nas mitocôndrias, também denominadas “poços de energia” celular, e definidas como uma organela intracelular composta de várias membranas, sendo responsável por todas as reações do metabolismo aeróbico que utiliza esta forma de combustível. Dentro desta estrutura celular, existe uma combinação de várias enzimas especiais que transportam os íons de hidrogênio liberados pela degradação metabólica da glicose e gordura. Estes íons fluem através da membrana celular, dando origem à Adenosina Trifosfato (ATP), principal fonte de energia química.
A microcorrente atua diretamente no organismo, aumentando a síntese de ATP e eleva o seu aumento em até 500%.
Aumento do transporte de membranas: em virtude do aumento da produção de ATP ocorre a intensificação do transporte ativo através da membrana
Transporte ativo de aminoácidos: segundo Guyton (2001, apud Borges, 2006), as moléculas de praticamente todos os aminoácidos são demasiadamente grandes para sofrerem difusão através das membranas celulares. Então, o único meio de transporte significativo desta substância para o interior da célula é através do transporte ativo. Este mecanismo de transporte ativo depende diretamente da energia liberada pelas moléculas de ATP, e o aumento de ATP disponível para a célula aumenta o transporte de aminoácidos e, conseqüentemente, aumenta a síntese de proteínas.
Ação no Sistema Linfático: uma pequena quantidade de proteínas plasmáticas vaza continuamente através dos poros capilares para o líquido intersticial ( entre os tecidos). Se não forem devolvidas ao líquido circulante, a pressão coloidosmótica do plasma cairá a volumes demasiadamente baixos, o que fará que se perca grande parte do volume sanguíneo para os espaços intersticiais. Uma importante função do sistema linfático é a de devolver as proteínas plasmáticas do líquido intersticial à circulação do sangue. Ocasionalmente, ocorrem anormalidades no mecanismo das trocas líquidas nos capilares que resultam em edema, caracterizado pela passagem excessiva de líquido para fora do plasma e para o líquido intersticial, com a conseqüente tumefação dos tecidos. Entre as várias causas desse fenômeno está o bloqueio do sistema linfático, que impede o retorno da proteína, do interstício para o plasma, fazendo que a concentração de proteínas plasmáticas caia a volumes muito baixos, enquanto a concentração de proteína no líquido intersticial aumenta muito. Estes dois fenômenos, isolados ou em conjunto, produzem a transudação excessiva de líquido para os tecidos.
A microcorrente aumenta a mobilização de proteínas para o sistema linfático, pois quando são aplicadas em tecidos traumatizados, as proteínas carregadas são postas em movimento, e sua migração para o interior dos tubos linfáticos tornam-se acelerada. A pressão osmótica dos canais linfáticos é aumentada, absorvendo o fluído do espaço intersticial.
O método utilizado pela microcorrente é totalmente indolor e não invasivo, onde a aplicação é feita através de massagem agradável e relaxante, com canetas e cotonetes em suas pontas, funcionando em três etapas: na primeira promove o aumento do metabolismo, liberando íons de cálcio que deflagram o incremento no transporte de membranas, aumentando a circulação arterial, venosa e linfática, maior reabsorção de líquidos estagnados no interstício e eliminação de toxinas, aumentando a produção de ATP e transporte de aminoácidos.
Na segunda etapa realiza pinçamento dos sulcos, vincos e da musculatura, visando o encurvamento muscular com restabelecimento da tonicidade facial.
Na terceira etapa o objetivo é introduzir com auxílio da miocrocorrente um produto ionizável (técnica que facilita a penetração de substâncias ativas dos cosméticos através da pele).
Indicações:
_ Cicatrizes;
_Sequelas de Acne;
_ Pós-operatórios;
_ Rejuvenescimento;
_ Flacidez tissular;
_ Recuperação de queimaduras;
Contra indicações:
_ Cardíacos portadores de marca-passo ou cardiopatias congestivas;
_ Uso de prótese metálica;
_ Portadores de neoplasia;
_ Patologias circulatórias tipo flebite, trombose;
_ Renais crônicos;
_ Gestantes em qualquer idade gestacional;
_ Processos inflamatórios e infecciosos;
_ Sobre a pele anestésica ( sem sensibilidade);
_ Epilepsia ou patologias neurológicas que contra indiquem aplicação de corrente elétrica.
Porta de Entrada- Significado e dicas pelo Feng Shui
O Feng Shui, técnica chinesa de harmonização de ambientes, age no sentido de corrigir os pontos negativos e, principalmente, atrair energias saudáveis para um ambiente. Os próprios moradores criam energias positivas ou negativas dentro de casa, a partir de seus pensamentos, sentimentos e hábitos. Mas também podem atrair bons fluídos para dentro do lar.
Mas, por onde entrariam os tais bons fluídos? Pela porta, é claro! E para que você entenda de forma bem clara como é a filosofia do Feng Shui, vamos tratar o "Qi" - as boas energias, que trazem felicidade, saúde, prosperidade e harmonia - como um ser humano, um amigo muito querido e esperado, certo?!
A simpatia, atração, bem estar, repulsa, nojo e mal estar são sensações que afetam tanto os seres quanto o "Chi". Tudo de bom, harmonioso e saudável que você fizer em sua casa para agradar a si mesmo, aos familiares e aos amigos também estará fazendo para agradar ao "Qi".
Quando recebemos amigos muito queridos em casa, preparamos tudo com antecedência: a limpeza do ambiente, a comida, música e todas as formas de tornar a estadia deles o mais agradável possível. Na hora marcada a campainha toca, você abre a porta da frente e os recebe com os braços abertos, preparados para um forte abraço. E é exatamente assim que vamos receber nosso amigo "Qi", que sempre entra pela porta da frente de nossa casa.
Aliás, nossa casa e seus cômodos estão carregados de simbologias. A porta da frente está relacionada com a boca da casa e se existem janelas, simbolizam os olhos. Por isso as janelas devem estar sempre muito limpas, caso contrário, a sujeira e o embaçamento atrapalham a visão e busca de novos horizontes por parte dos moradores. Vidros quebrados, então, nem pensar, substitua-os assim que quebrarem. Outra dica importante é sempre usar vidros transparentes. Os moradores precisam ter uma visão clara e nítida da rua e arredores. A privacidade fica por conta das cortinas ou persianas.
A porta principal deve estar em ótimo estado para receber nosso amigo 'Qi'. Limpeza, pintura em ordem, sem pontos de ferrugem ou madeira comida. A porta deve abrir-se com facilidade e ter as dobradiças bem lubrificadas. Nunca coloque móveis ou entulhos atrás das portas, que precisam se abrir por completo e livremente para facilitar a entrada do 'Qi'.
E por falar em porta, a maçaneta poderia ser considerada as mãos da casa. Tocar na maçaneta seria como apertar a mão do dono da casa. Um aperto de mão deve ser firme e objetivo, caloroso, sem apertar demasiadamente. O extremo oposto seria a famosa mão mole, aquele que apenas encosta a mão e não passa firmeza e personalidade. Uma maçaneta quebrada, enguiçada ou frágil demais passa essa impressão. O ideal seriam as de metal polido e com formato que transmitisse a idéia de solidez e poder de fechar a casa às influências indesejáveis.
Confira abaixo 9 Dicas para uma Porta Harmoniosa pelo Feng Shui:
1) Evite portas com pinturas em mal estado, com a madeira comida ou enferrujadas (no caso das de estrutura metálica). Nada de campainhas quebradas, portas emperradas e cheias de entulho que atrapalhem a livre passagem
2) As maçanetas devem estar em ótimo estado e passar a idéia de solidez
3) A entrada da casa deve ser alegre e convidativa. Plantas e flores são sempre bem vidas, desde que estejam muito bem cuidadas. Cercas vivas dão a sensação de proteção
4) Os cuidados com a porta da frente também valem para o portão e cercas. Observe também a pintura da fachada e estado geral do piso
5) A porta da frente deve ter tamanho proporcional à construção e ser sempre maior do que a porta dos fundos. O lado esquerdo é a melhor localização para uma porta de entrada, quando se está de costas para a residência. A solidez da porta também é importante, as de madeira são preferíveis às de vidro
6) O ideal é que a porta da frente sempre abra para um terreno plano e nunca para descidas ou subidas. Uma subida simboliza obstáculos e frustrações. Uma entrada no topo de uma escada é considerada positiva. Para estimular o "Qi", cultive plantas nos degraus.
7) A entrada principal deve oferecer proteção contra o mal tempo.
8) A porta da frente deve ser encontrada com facilidade, por isso o cuidado com a iluminação é muito importante. Pode ser muito positivo, também, você pintar a porta de uma cor contrastante com as laterais da casa.
9) E, para complementar, se houver espaço, coloque uma fonte, o elemento água está relacionado com prosperidade e sorte.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
O Poder de uma Massagem
Você voltou a queixar-se de problemas velhos como dores nas costas, cansaço crônico, noites mal dormidas, distúrbios digestivos e respiratórios? Experimente uma massagem. Vários estudos recentes confirmam que as massagens podem ser benéficas em vários desequilíbrios do organismo, ajudando na prevenção e combate a inúmeras doenças. Exemplos? Depressão, ansiedade, fibromialgia, hipertensão, problemas musculares e articulares, obstipação, asma, alergias e até alguns tipos de cancro revelaram melhorias após tratamentos com massagens.
Se as antigas medicinas tradicionais, como a chinesa ou a ayurvédica, sempre defenderam o seu poder terapêutico, no ocidente a desconfiança falou mais alto até os cientistas começarem a esmiuçar o que acontece no corpo após uma sessão profissional. Hoje sabe-se que basta uma massagem de cerca de 45 minutos para reduzir, no sangue, não só os níveis de cortisol, a chamada hormona do stress, mas também de proteínas ligadas a processos inflamatórios e a reações alérgicas. Mais: após uma sessão é vulgar o aumento da produção de substâncias promotoras de bem-estar, como dopamina, serotonina ou oxitocina. E os investigadores salientam ainda a multiplicação de células defensivas, o que significa reforço da imunidade.
Um estudo recente confirmou ainda o poder da massagem no combate a uma das pragas da sociedade moderna: as dores nas costas, que, só em Portugal, afetam cerca de 72 por cento da população, de acordo com uma investigação realizada junto de mais de 600 pessoas, com mais de 18 anos, organizada conjuntamente pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna, pela Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e ainda pela Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia. «Descobrimos que os benefícios da massagem nas dores crónicas nas costas são tão fortes como os de outros tratamentos habitualmente prescritos, como medicamentos, exercício ou ioga, podendo prolongar-se mesmo ao longo de seis meses», afirmou Daniel C. Cherkin, um dos autores da pesquisa norte-americana divulgada, em meados de 2011, na publicação científica Annals of Internal Medicine.
Depois é certo e sabido que, além de ajudarem a esta descontração muscular e articular, as massagens melhoram a circulação sanguínea e linfática, o que resulta numa diminuição de toxinas acumuladas. Algo muito útil pois nem todos se alimentam de uma forma saudável, deixando o organismo sobrecarregado de resíduos de todo o tipo de abusos. Na estação fria, as massagens contribuem também para manter uma boa temperatura corporal e para combater a letargia típica do inverno, ao trazerem um acréscimo de energia. Mas não só. Ajudam igualmente a uma maior consciência das necessidades do próprio corpo, mais esquecido quando começa a ser tapado por cobertores e casacos e, por vezes, maltratado pela mente controladora.
Antes de se entregar às mãos de um Terapeuta, note que, no caso de doenças graves ou crônicas, que exijam a toma diária de medicação, deve aconselhar-se com o seu médico. Precaução respeitada, é escolher a massagem que mais se adequa à sua situação e isso quem saberá lhe dizer é apenas o Terapeuta e não você! . Existem inúmeras técnicas diferentes: relaxantes ou estimulantes, suaves ou intensas, de corpo inteiro ou parciais, com óleos ou sem eles, em que se tira a roupa ou se fica com ela. Pergunte tudo na hora de marcar e informe sempre o profissional sobre o seu estado de saúde e motivos reais para a sessão. Só assim ele poderá oferecer-lhe tudo o que a massagem tem para lhe dar.
A ESCOLHA É SUA!
SHIATSU: eficaz no stress, ansiedade, insônia, dores nas costas e outras tensões, esta terapia tradicional japonesa ajuda à vitalidade do organismo e fortalece o sistema defensivo, utilizando pressões com os dedos e estiramentos em zonas específicas do corpo. É considerado uma Acupuntura sem agulhas!
RELAXANTE: a mais conhecida, recorre a movimentos suaves para serenar o corpo e recuperar a vitalidade. Útil no combate ao stress, ansiedade, insônia e dores resultantes de más posturas, é também benéfica contra as toxinas acumuladas e na resistência das defesas.
DRENAGEM LINFÁTICA: muito suave, mas profunda, esta técnica estimula a circulação linfática, ajudando o organismo a livrar-se de resíduos e a reforçar a imunidade. Indicada para retenções de líquidos crónicas e pessoas sedentárias, nas quais o sistema linfático é preguiçoso.
PEDRAS QUENTES: muito em voga, esta técnica recorre a pedras de Quartzo e de Rio aquecidas colocadas em pontos específicos do corpo. O calor é usado para promover o relaxamento, equilibrar a energia, libertar tensões, melhorar a circulação e expulsar toxinas, o que fortalece o sistema defensivo.
REFLEXOLOGIA: trabalhando os pés, repletos de terminações nervosas e local onde órgãos e glândulas se refletem, esta terapia promete equilíbrio, ajudando na insônia, prisão de ventre, enxaqueca, alergias e dores musculares. Ao favorecer a eliminação de toxinas, estimula também as defesas.
AROMATERAPIA: técnica que associa a massagem de relaxamento aos óleos essenciais em busca de bem–estar físico e mental. Respeitando as necessidades do paciente, o terapeuta usa óleos essências que combatem o stress e a ansiedade, relaxam as tensões ou ajudam em outras queixas individualizadas.
E ainda Pindas Chinesas, Candlle Massage e Conchas!!!!!
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
Nós somos o que pensamos?
Aprenda a identificar as armadilhas da mente e veja como, a partir daí, o cérebro joga a nosso favor. A neurociência e a psicologia apoiam.
A bancária Luisa acordou se sentindo diferente. Tentou perceber o que era, mas não encontrou o motivo. Não sentia nenhuma dor, nada de especial tinha acontecido e todos da família estavam bem. Lembrou-se de um relatório importante que precisava finalizar antes do almoço, mas isso, de fato, não a preocupava. O dia transcorreu normalmente, o documento foi entregue no prazo previsto, o chefe apontou algumas modificações que deveriam ser feitas e nada mais. Voltou para casa à noite com a mesma sensação de quando acordou. Refletiu mais um pouco e teve um insight do que estava lhe causando estranheza: era o silêncio, uma bem-vinda ausência de inquietação mental. “Nos últimos tempos, os meus pensamentos estavam me enlouquecendo. Não parava de passar pela minha cabeça uma série de imagens ruins, do tipo: você é incompetente para realizar esta tarefa, não é inteligente e nenhum dos seus colegas de trabalho gosta de você”, relembra ela. Apelar para a voz da razão foi o meio de interromper essa torrente negativa. Como acender a luz de um quarto escuro ajuda a perceber as coisas exatamente como elas são, não mais escondidas por trás de uma cortina de crenças, Luisa passou a observar seus pensamentos com mais lucidez. “Comecei a duvidar de cada um deles. Para os que me diziam que eu era incapaz de fazer um bom trabalho, eu rebatia: se realmente sou incapaz, por que o meu chefe não me manda embora? Eu já fiz trabalhos que foram muito elogiados e outros que não ficaram tão bons, então, qual é, na verdade, o problema? Sou comprometida com o que faço; estou sempre aprendendo com os erros.” O exercício assertivo veio das sessões de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que se utiliza justamente da análise dos pensamentos para mudar comportamentos e minimizar o desgaste e o sofrimento causado pela visão turva das coisas. Outra proposta da terapia é a meditação; ou simplesmente prestar atenção na respiração por alguns minutos. “Essa última é uma ótima carta na manga para quando se está no trabalho ou em qualquer outro lugar que não permita uma meditação mais silenciosa. Uma ‘paradinha para respirar’ põe freio nesses pensamentos e quebra a força deles”, explica a terapeuta cognitiva Céres Duarte, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Para a terapeuta cognitivo-comportamental Isabel Weiss, de Juiz de Fora, em Minas Gerais, é importante ver esse tipo de pensamento como ele realmente é. “Pensamentos são só pensamentos, espécies de hipóteses. Começar a olhá-los dessa forma já traz um grande alívio”, afirma. “Depois, distancie-se ainda mais deles, questionando-os e criando saídas alternativas”, aconselha. Essa estratégia coloca o pensamento sob nova perspectiva, de forma realística e consciente, atribuindo-lhe um novo peso, valor e credibilidade. “Muito se fala em pensar positivo para ser feliz, mas isso não necessariamente abranda a inquietação. Ao contrário, pode trazer mais angústia se a pessoa tiver dificuldade de mudar a chavinha do negativo para o positivo”, explica Céres. Segundo Luisa (nome fictício para preservar a privacidade da personagem), o que ocorre é uma substituição de pensamentos. “E não é algo difícil de ser feito. Depois de dois meses de treino, eu comecei a perceber as mudanças e, conforme ia sentindo a paz decorrente de uma mente mais tranquila, me animava a continuar a praticar o exercício.” Um adendo: nos momentos em que a mente está muito acelerada, priorizar determinados alimentos é uma medida simples e que vale muito a pena. “O mel e a banana, por exemplo, têm ação calmante e merecem entrar no cardápio. Já o chocolate, o café e o chá preto, que são estimulantes, podem tirar umas férias”, explica a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo.
Nada de ideia fixa, o cérebro é flexível
Sempre que aprendemos coisas novas, o que inclui mudar a forma de pensar, o sistema cerebral retribui bem. No livro O Cérebro de Buda (editora Alaúde) – escrito com base nas recentes descobertas da neurociência e no impacto das práticas budistas para a saúde mental –, os autores norte- -americanos Rick Hanson, neuropsicólogo, e Richard Mendius, neurologista, provam que ninguém está fadado a passar o resto da vida sendo consumido por ideias que só causam baixo-astral. “Os circuitos neurais, responsáveis por transmitir informações, começam a se formar antes do nascimento, e o cérebro continuará aprendendo coisas novas e se transformando até o último dia de nossas vidas”, asseguram. Embora essa máquina perfeita tenha uma tendência a gravar e recordar mais acontecimentos ruins do que bons, é possível reverter esse modus operandi. Sim, o sistema neuronal opera mais no estilo recuar do que seguir em frente porque as experiências negativas tiveram grande impacto na nossa sobrevivência. “Imagine nossos ancestrais fugindo dos dinossauros há 70 milhões de anos. Eles precisavam manter o estado de alerta o tempo todo. Aqueles que sobreviveram e deram origem a outras gerações atribuíam muito mais importância às experiências negativas”, escrevem. A obra revela ainda que uma das melhores formas de fazer com que o cérebro passe a ter mais inclinações positivas do que negativas é interiorizar boas lembranças, sentimentos e emoções. “Isso força a construção de outras estruturas neurais e produz mudanças no modo como pensamos, sentimos e agimos. E é um incentivo tão vital que deve começar cedo, ainda na infância.”
No curso de meditação raja yoga da Brahma Kumaris, organização internacional com foco humanitário e espiritual, os alunos aprendem, entre outras coisas, como os pensamentos são gerados e processados. E, a partir daí, são incentivados a um exercício: encontrar diariamente no subconsciente, onde ficam armazenadas nossas memórias, crenças, valores e hábitos com algum registro positivo. “Você pode se sentir insegura ao iniciar um namoro, tornando-se ciumenta porque já tem no currículo um namorado que a traiu. Evite levar essa lembrança negativa para o novo relacionamento; opte por pensar naquele homem que a respeitou, no relacionamento que fez você feliz”, ensina Ivana Samagaia, instrutora do curso. Para os autores de O Cérebro de Buda, fazer a opção de cultivar as vivências positivas não tem nada a ver com fugir dos problemas ou querer eliminar as experiências desastrosas: “Quando elas acontecem, acontecem. Mas assimilar as coisas boas é uma forma de garantir paz interior”, enfatizam. Ok, normalmente, a maioria das pessoas morre de medo dos pensamentos negativos e fica correndo deles como se fossem monstros. O problema é que quanto mais você corre deles, mais o seu foco de atenção vai estar na preocupação de se defender.
Use a imaginação a seu favor, e não contra
“De repente, se você parar e olhar para trás com coragem, poderá ver que esse bicho-papão não é tão grande assim. Talvez seja só um gatinho”, explica o psicólogo Zheca Catão, de São Paulo. Além disso, encarar a fera tem sua vantagem. “Pensamentos repetitivos ou negativos não devem ser desprezados porque sempre querem nos dizer algo, são apenas a ponta do iceberg”, pondera o especialista. “Daí a importância da busca pelo autoconhecimento. A partir do momento que fica mais claro o motivo de você funcionar de um determinado jeito, você pode começar a tomar medidas práticas, objetivas”, diz. Em outras palavras, é o mesmo que tomar as rédeas da sua vida nas mãos e não deixá-las soltas por aí. Lembram da Luisa? Durante as sessões de terapia, ela descobriu que uma das principais causas da sua falta de autoconfiança estava relacionada ao momento em que ela precisou deixar a casa dos pais para estudar e morar numa outra cidade. “Minha mãe era, até aquele momento da minha vida, quando eu tinha 21 anos, a grande conselheira na lida dos obstáculos que surgiam. Quando eu me vi longe dela, senti medo de não saber resolver os problemas”, conta ela, hoje com 28 anos. “Com o tratamento, percebi que não precisava temer os desafios. Morava sozinha, pagava minhas contas e cuidava muito bem da minha rotina. Enfim, dava conta”, diz. Fazer esse balanço é um treino contínuo pois os pensamentos nunca cessam. Surgem ideias e ou fantasias o tempo todo. “Na verdade, os pensamentos refletem o que nós somos e o que nós somos é resultado das experiências, crenças, da educação que recebemos, do meio onde vivemos, da nossa genética e dos traços inerentes da nossa personalidade”, afirma o psiquiatra e neurocientista Rogério Panizzutti, do Rio de Janeiro. A forma como vamos nos autoavaliar, avaliar os outros, o futuro e os acontecimentos é resultado disso tudo. “Um adulto que recebeu na infância uma mensagem velada dos seus pais de que ele não é inteligente provavelmente terá de lidar com isso repetidamente. Quando for se preparar para um vestibular, um concurso, ao disputar uma vaga de emprego”, exemplifica o psiquiatra. De acordo com a terapeuta cognitivo-comportamental Edna Vietta, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a forma como cada um de nós interpreta as suas experiências de vida e, principalmente, como aprendemos a lidar com as adversidades também contribui para o saldo positivo ou negativo dos pensamentos. Ela dá como exemplo uma mesma experiência vivida por duas pessoas: “Um colega passa por duas mulheres e vira o rosto. Uma delas pode pensar: ‘Devo ter feito algo de ruim para ele’. E a outra pode concluir: ‘Ele deve estar num mau dia ou não me viu’”.
Olhar para dentro traz paz e equilíbrio Zheca Catão lembra que nos momentos de fragilidade, como luto, rompimentos e períodos de estresse, é natural ter a sensação de solidão, baixa autoestima, desconexão com o mundo. Também é da natureza humana ter desconfianças. Se você consegue reavaliar essas sensações, não há problema algum. Mas quando se tornam muito frequentes e a fantasia chega ao ponto de passar a acreditar que tudo que fizer vai dar errado é hora de procurar a ajuda de um profissional. Para Ken O´Donnell, diretor da Brahma Kumaris no Brasil, o autoconhecimento deve ser visto como um encontro com o que realmente somos. “Temos todas as qualidades que Deus tem, pois somos Seu filho, uma centelha divina. O amor, a verdade, a pureza, a paz, a felicidade, o equilíbrio, a bondade, tudo está dentro de nós. O problema é que nos envolvemos nas questões do dia a dia e nos esquecemos de olhar para dentro e acessar essas qualidades”, pondera Ken. Práticas como a meditação diária, ao lembrar desse ser mais puro, criam uma força interior que não dá possibilidade aos pensamentos negativos de se multiplicarem. Rick Hanson diz algo parecido em sua obra: “Todos que mergulharam a fundo na mente dizem essencialmente a mesma coisa: nossa natureza fundamental é pura, consciente, pacífica, radiante, terna e sábia. Embora muitas vezes seja ocultada pelo estresse, raiva e frustrações, ela está sempre ali. Revelar essa pureza intrínseca e cultivar qualidades salutares reflete mudanças no cérebro”. A neurociência e a espiritualidade podem divergir em várias questões, mas quando se fala em processar pensamentos, as certezas estão próximas.
Pare e reflita
Em um diário, escreva os momentos de maior vulnerabilidade e crie soluções alternativas para todo pensamento ruim. Veja como fazer.
1º Registre a situação: o que aconteceu, onde estava, o que fazia naquele instante e quem estava envolvido. Por exemplo: numa reunião de trabalho, você tem vontade de opinar sobre o assunto que está sendo debatido, mas um pensamento lhe diz que todos vão rir quando expressar o que pensa.
2º Quais são os pensamentos automáticos que vieram daquela situação: liste todos e sublinhe o pensamento mais importante ou aquele que mais lhe incomodou. Dê uma nota de 0 a 100 para quanto você acredita em cada um daqueles pensamentos.
3º Quais emoções sentiu? Anote cada emoção e quais foram as reações que você teve. Dê uma nota de 0 a 100 para a intensidade de cada sentimento.
4º Crie uma resposta adaptativa: questione-se sobre as evidências de que o pensamento automático é verdadeiro. Refita sobre em que você está se baseando para ter esse pensamento. Ele é útil ou não ajuda em nada? Se for baseado na realidade e tiver evidências que o comprovem, pergunte-se: quais são as implicações desse pensamento ser verdadeiro? Quais alternativas eu tenho para resolver esse problema? Por fim, avalie quanto acredita em cada resposta alternativa.
5º Resultado: compare as notas e avalie quanto acredita em seus pensamentos automáticos, na intensidade das suas emoções e na sua capacidade de criar uma nova forma de pensar. Fonte: A Mente Vencendo o Humor (editora Artmed).
De olho na Dieta
Numa fase de mente muito acelerada, a alimentação pode ser uma forte aliada.
Evite os alimentos que aceleram a mente.
Estimulantes: café e chocolate.
Retêm líquido: embutidos, processados, sal e carne vermelha em excesso. Carboidratos simples: açúcares e farinhas.
Prefira os alimentos que liberam substâncias com ações calmantes no cérebro: banana, mel, abacate, salmão, sardinha, atum, lentilha, óleo de linhaça, tofu, nozes, ovos e frutas vermelhas. Fonte: nutricionista Lucyanna Kalluf.
Crie registros positivos
O livro O Cérebro de Buda ensina a praticar a interiorização do que é bom. Pegue carona neste roteiro.
1º Transforme fatos positivos em experiências positivas: pequenas coisas boas do dia a dia acontecem o tempo todo, só que nós não damos atenção a elas. Traga à consciência plena a gentileza que alguém fez, uma qualidade admirável em você, a lembrança de uma viagem divertida, uma decisão acertada no trabalho. Deixe-se influenciar por essas sensações. É como estar num banquete: não fique apenas olhando – desfrute!
2º Curta a experiência: faça com que dure até 20 segundos, não desvie a atenção para outra coisa. Concentre-se nas emoções e sensações corporais, deixe a experiência tomar conta de você, prolongue essa sensação maravilhosa. Dê atenção especial ao lado gratificante do que viveu. Intensifique essa experiência pensando nos desabafos que você teve que superar.
3º Imagine ou sinta: que a experiência está penetrando de modo profundo na mente e no corpo, como o calor do sol em uma camiseta ou a água em uma esponja. Relaxe o corpo e absorva as emoções, as sensações e os pensamentos proporcionados por essa vivência.
Para a criança
“Estimule-a a parar por um instante no fim do dia para lembrar o que ocorreu de bom e refletir sobre o que a faz feliz, como brincar com um animal de estimação e receber o amor dos pais. E, então, a deixar que as emoções e os pensamentos bons penetrem em todo o corpo” (O Cérebro de Buda).
terça-feira, 17 de junho de 2014
Mindfulness: conheça essa técnica de meditação e aprenda a praticá-la
Praticando a Mindfulness você pode reduzir o stress, diminuir a ansiedade, potencializar o controle emocional e impulsionar as sensações.
Você costuma esquecer o presente porque está sempre vivendo o antes e o depois? A resposta para controlar essa rotina louca pode estar dentro de você. A prática conhecida como Mindfulness (traduzida como "atenção plena") vem conquistando - e ajudando - mulheres como você. Ela alivia o stress e a ansiedade, melhora o sono e ajuda nos problemas de ganho de peso. E ainda dá uma força extra no desempenho profissional - ou na academia, na cama...
As raízes dessa terapia estão no budismo, mas foi na década de 1970 que ela se popularizou nos Estados Unidos, quando pesquisas feitas em laboratório provaram que a prática poderia ser a chave para combater doenças. O conceito é ao mesmo tempo simples e de difícil compreensão. "Mindfulness é uma maneira de ter plena consciência do que está acontecendo no presente", diz Danny Penman, coautor do livro Mindfulness: An Eight-Week Plan for Finding Peace in a Frantic World (inédito no Brasil).
Se isso soa zen demais, saiba que você pode aplicar a prática no dia a dia. Basta estar atenta ao presente e vivenciá-lo de verdade. Mas vale o alerta: é preciso muita prática. Antes que essa ideia faça você desistir, considere que se pode experimentá-la a qualquer momento, em qualquer lugar, em quase todas as situações. E, uma vez que você pega o jeito, a coisa fica fácil.
Passo a passo da meditação Mindfulness
1. Tire um tempo para você
Para começar, tente reservar de dez a 20 minutos por dia para a prática. Lembre-se de que "você nunca será capaz de ficar muitas horas em estado de Mindfulness. A mente humana é programada para vagar. E tudo bem com isso", diz Penman. Então, fique calma se perder a concentração.
2. Respire
Sente-se ou fique em pé de forma confortável em um lugar quieto e respire naturalmente. Relaxe, focando as sensações de seu estômago, peito ou narinas. Se sua mente vagar, traga sua atenção de volta à sua respiração.
3. Use o que você tem
O próximo passo é tentar levar a consciência do aqui e agora para cada atividade do dia. Por exemplo, repare na temperatura da água e no movimento de suas mãos enquanto lava louça. Foque-se em como as cerdas da escova de dentes tocam a sua gengiva...
4. Veja as possibilidades
Você pode experimentar Mindfulness em diferentes ocasiões - como em uma discussão com uma amiga. Pratique a consciência respiratória e depois, mesmo no ápice do conflito, esteja atenta à respiração, ao corpo e às emoções. Permaneça no momento, em vez de já ficar bolando como você responderá a alguma ofensa. Isso vai ajudá-la a ser uma melhor ouvinte e a evitar dizer algo de que se arrependerá depois.
5. Saiba como parar
Se em qualquer momento você se sentir frustrada, volte à etapa Respire. Observe o que está acontecendo dentro e em volta de você. Em seguida, prossiga com o que está fazendo. Sua condição emocional se tranquilizará. "Estar em estado de Mindfulness nos ajuda a encontrar outros recursos para responder ao stress", diz Stephen Little, instrutor da prática, em São Paulo.
6 atitudes para espantar o baixo-astral
Se a maioria dos dias parece sem graça, você pode estar mergulhada na apatia, uma condição que mina o bem-estar. Saiba como recuperar o entusiasmo.
1. Durma bem
"Durante o sono, o corpo renova neurotransmissores críticos para o bem-estar", afirma a psiquiatra Samantha Meltzer-Brody, professora da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Um estudo do periódico internacional Psychology Press revelou que pessoas que dormiam bem tinham uma capacidade de lidar com as emoções melhor do que aquelas com distúrbios de sono. Procure dormir pelo menos sete horas por noite.
2. Compare-se
É provável que você tenha um ou vários motivos para ficar feliz. Lembrar-se deles pode elevar seu grau de contentamento. Se isso não for suficiente, experimente uma técnica mais dramática. Uma vez por dia, complete a frase: "Ainda bem que eu não..." "Pesquisas mostram que os níveis de felicidade aumentam quando nos comparamos a pessoas que estão piores do que a gente", afirma a psicóloga canadense Tami Kulbatski.
3. Conheça o seu limite
Um estudo da multinacional de saúde comportamental ComPsych revelou que 63% das pessoas sofrem com alto nível de stress no trabalho. "E muita gente nem é apaixonada pelo que faz. Ao contrário, encara o trabalho como uma fuga da vida pessoal", atesta a psicóloga americana Leslie Beth Wish.
Evitar o problema central causa apatia - que pode ser o pontapé para problemas maiores, como depressão, perda de apetite, distúrbios do sono e falta de energia. "Se você puder, tire um tempo para si mesma diariamente", sugere Gretchen Rubin, autora do livro The Happiness Program (inédito no Brasil).
4. Peça auxílio
"Procurar ajuda psicoterapêutica já é metade do caminho", diz o psicanalista Daniel Kupermann, professor do Instituto de Psicologia da USP. "O mais indicado é o tratamento inspirado na psicanálise." Os psicanalistas são treinados para escutar e manejar as situações de trauma sofridas pelas pessoas.
5. Transpire
Exercitar-se 30 minutos por dia pode ajudá-la a combater o desânimo por aumentar os níveis de serotonina, o hormônio que regula o humor e o pique. Comece com caminhadas curtas. Não importa a atividade escolhida - ioga, dança ou um DVD com exercícios funcionam. O segredo é a consistência.
6. Tenha metas realistas
Estabelecer objetivos é ótimo - desde que eles sejam alcançáveis. Pesquisas mostram que se levam em média dois meses para adquirir um novo hábito. Comece estabelecendo um objetivo por mês.
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