segunda-feira, 26 de março de 2018
Os Arquétipos das Deusas e o Feminino
Na Grécia antiga as mulheres sabiam que estavam sob o domínio de uma Deusa a quem veneravam prestando homenagens e oferendas em seus templos, invocando seu auxílio. Estas mesmas deusas, ainda fazem parte da vida da mulher, mas habitam o mundo do inconsciente coletivo como arquétipos (imagens primordiais). Segundo, Carl Gustav Jung, o inconsciente coletivo é a instância psíquica mais profunda que armazena experiências que não são nem pessoais e nem individuais, mas imagens primordiais ou arquetípicas e também os instintos, que não podem ser acessadas quando necessário, entretanto, manifestam-se em sonhos, mitos e fantasias de maneira simbólica. Por isso, no íntimo de toda mulher encontrar-se-ão as deusas. Todavia, em cada mulher, estará uma ou mais deusas ativadas e outras não, e mesmo a ativação terá suas diferenças individuais. No início dos tempos, tinha-se o Matriarcado. Período marcado pelo predomínio do Arquétipo da Grande Mãe e, conseqüentemente, o feminino tinha seu lugar de destaque. Em seguida, houve uma grande revolução e as divindades masculinas passaram a predominar, iniciando-se o Patriarcado. Com o advento do cristianismo, entrou-se na era do Patriarcado de modo definitivo. Neste período, os valores masculinos passaram a preponderar e, progressivamente, o feminino foi rejeitado e execrado. Os valores associados ao feminino, ligados ao princípio de Eros, que são a receptividade, a passividade, a disciplina e a subjetividade, que aparecem como o se relacionar, criar e cuidar, foram expurgados. E, valores associados ao masculino, ao princípio do Logos, tais como discriminar, julgar, impor regras e limites de maneira rígida, e agir e relacionar-se impessoalmente foram supervalorizados. No momento atual observa-se que as próprias mulheres aderiram ao modelo do Patriarcado, passando a supervalorizar o princípio do Logos. Então, decidiram ser mulheres que pensam demais, racionalizam demais, agem demais, competem demais, julgam demais, discriminam demais e, se relacionam menos, criam menos, cuidam menos. As próprias mulheres passaram a ridicularizar as características inerentes do arquétipo do feminino. Assim, as mulheres passaram a viver com padrões de comportamento estereotipados, isto é, mediante ditames sócio-culturais. E, com isso, as Deusas foram renegadas ao porão da vida. O grande feminino foi caçado como uma bruxa, queimado e suas cinzas foram sopradas ao vento. Mas, chegou a hora de, como a grande ave Fênix, ressurgir das cinzas. Por isso estamos vendo o ressurgimento dos movimentos em pró da bruxaria (Wicca) que não tem relação alguma com a demonologia ou algo assim. Mas são mulheres e até mesmo alguns homens, se propondo a permitir o ressurgimento do Grande Feminino, da Grande Mãe, da Natureza. Mesmo no catolicismo, o chamado Movimento da Renovação Carismática que, também,tem enaltecido o feminino, orando à Virgem Maria. Mas, muitos momentos críticos, momentos de renovação e transformação, na vida da mulher, invocam, de alguma maneira, os poderes das Deusas. Segundo Bolen: “A mulher que decide continuar seus estudos além da escola secundária favorece o desenvolvimento adicional das qualidades de Atenas. Estudar, organizar informações, fazer provas e escrever teses, tudo requer a inclinação à lógica, própria de Atenas. A mulher que escolhe ter um bebê convida a maternal Deméter a ser uma presença mais forte. E registrar uma viagem pela selva, com mochila às costas, oferece mais expressão a Ártemis.” (1990, p.60). Em sendo assim, conhecer as deusas e seus atributos proporciona às mulheres o autoconhecimento e, também, o que está por trás de seus relacionamentos de qualquer natureza, mas principalmente no tocante aos relacionamentos afetivos. Conhecer as deusas, portanto, favorece que a mulher, além de seu autoconhecimento, compreenda seus relacionamentos com homens e mulheres, com seus pais e filhos. As deusas sempre foram solicitadas para auxiliar em alguma função: Atenas auxiliava na reflexão sobre uma situação, é a deusa da sabedoria; Perséfone, a se estar disponível e receptiva; Hera, no desempenho dos compromissos e para ter autoconfiança; Deméter, no desenvolvimento da paciência, generosidade e tolerância; Ártemis, na constância do objetivo; Afrodite, na capacidade para o amor, na relação com o próprio corpo e Héstia, para manutenção da paz e serenidade. Bolen, no livro “As Deusas e a Mulher”, inova classificando as deusas em: virgens, vulneráveis e alquímicas.
Segue um breve resumo das características dessa classificação e deusas.
As deusas virgens A deusa da caça e da lua, Ártemis; a da sabedoria e das artes, Atenas, e a da lareira, Héstia são consideradas deusas virgens, não por serem intocadas sexualmente, mas por serem independentes e ativas. Portanto, representam estas características nas mulheres. Virgem, significa “não pertencente ao homem”, ou seja, não há dependência do homem e nem de sua aprovação. Por isso, não faz nada com a única finalidade de agradar a um homem, faz porque quer, porque sente que assim deve fazer; ela segue, sua própria escala de valores que não foram afetados pela coletividade. As mulheres com aspectos das deusas virgens são aquelas que sacrificam os relacionamentos com os homens para relacionarem-se mais profundamente consigo próprias. Mas cada uma das Deusas virgens tem sua peculiaridade. Ártemis, apartou-se do convívio com os homens, e hoje podemos observá-la nas feministas convictas e nas mulheres extremamente rígidas e individualistas. Já, Atenas, não se apartou e conviveu com os homens como uma igual; é a mulher atual que compete, lado a lado, profissionalmente, com os homens. E, Héstia, é a que se retraiu e ficou sozinha. É a mulher que abandona a sua feminilidade assim evitando atrair o interesse masculino e se recolhe em tarefas diárias.
As mulheres Ártemis:
São aquelas do estilo “selfmade”, que sabem cuidar de si mesmas, autoconfiantes e independentes. Apresentam aguda concentração e direção no que fazem, não se importando ou se incomodando se vão agradar ou não a alguém. São extremamente objetivas. Gostam de estar no meio de um grupo de mulheres, é o arquétipo da irmã, por isso, construindo “irmandades”. Apreciam a natureza e por isso podem se dedicar ao camping, em explorar cavernas, etc., como as atividades esportivas e competitivas. No trabalho são objetivas, competitivas e não temem oposição. São do tipo que desenvolve amizade profunda com outras mulheres, tendo, por isso, uma ou mais, melhores amigas, com as quais compartilham seus interesses. Sua sexualidade pode ser não desenvolvida ou não expressa. As relações são algo secundário e o sexo pode ser visto como uma atividade esportiva e competitiva. Preferem homens bem dotados intelectualmente com os quais possa compartilhar idéias e ideais. Quando se casam, o relacionamento é feito mediante a igualdade e pouco sexualizado, ficando mais no campo fraternal. Podem se casar, também, com um homem que venha a sustentá-las. Se não conseguirem manter o aspecto competitivo fora do relacionamento, e estiverem se relacionando com um homem forte, fatalmente, acabarão por destruí-lo ou ao relacionamento. Como mulheres desse tipo não se envolvem emocionalmente, são frias e distantes no que tange o sentimento alheio Tendem a ferir muito os outros pois, desprezam a vulnerabilidade e o desejo de envolvimento, são ferinas e cruéis, altamente destrutivas frente às oposições. Julgam em termos de “tudo ou nada” e não perdoam. Para abrandar esta deusa, as mulheres devem atentar para a passagem do tempo, isto é, que a juventude não é eterna e devem olhar à frente e pensar bem no caminho que escolherão; devem desenvolver a consciência da importância do amor e o instinto gerador e criativo, assim, poderão diminuir sua unilateralidade.
As mulheres Atenas
Atenas era denominada de “filha do pai”, por ter nascido da cabeça do pai (Zeus) e não ter conhecido sua mãe (Métis). Ela nasceu “pronta”, adulta. As mulheres tipo Atenas são lógicas, estrategistas, racionais, práticas, desinibidas, seguras, não se deixam levar por emoções e sentimentos e são fisicamente ativas. Estão sempre no meio-termo, visto que os extremos são caracterizados por fortes emoções. Suas defesas são caracterizadas pelo extremo intelectualismo. Não se apartam dos homens; muito pelo contrário, sentem-se bem entre eles pois compartilham dos mesmos valores patriarcais (tradição, o poder masculino, as normas vigentes, conservadorismo). Escolhem homens poderosos e bem sucedidos; repudiam os mal-sucedidos, oprimidos ou rebeldes. Não esperam por um príncipe que venha salvá-las. Não possuem amigas íntimas, em função de se darem melhor com os valores masculinos do que com os femininos; exasperam-se com as outras mulheres que se queixam, principalmente, contra os homens. Pessoas sensíveis são tidas como idiotas. Gostam de saber como as coisas funcionam, de que são feitas e para que servem. O desafio intelectual é uma diversão. Tendem a desvalorizar suas mães, tratá-las como incompetentes. E, como mães, não são maternais, geralmente, transferem os cuidados a outrem. Tendem a valorizar os filhos e a manterem distância emocional das filhas que não se mostrem independentes como elas. Sexualmente, quando decidem ter uma vida sexual, aprendem a “arte” e desempenham com muita habilidade. O casamento é o tipo parceria; elas ajudam os maridos a crescerem, a alcançarem sucesso. Têm pouco ciúme sexual pois, na verdade, seu casamento pode ser visto como um bom acordo comercial. A mulher Atenas é insensível aos sentimentos dos outros, é fria e calculista, denotando grande poder para intimidar os outros. Quando se relaciona ou conversa busca as falhas do interlocutor. Por isso, sempre consegue manter os outros a uma distância razoável. Para minimizar os efeitos negativos dessa deusa, as mulheres devem aprender a ouvir o que os outros dizem sem julgar suas emoções e sentimentos. Devem, portanto aprender a valorizar estes aspectos. Também, podem desenvolver trabalhos artesanais (costura, bordado, tricô, pintura, modelagem). Devem aprender a descobrir e vivenciar a criança interior, e, por fim, re-descobrir a mãe, aceitando-a sem depreciá-la.
As mulheres Héstia
A deusa Héstia é consagrada à lareira. Seu símbolo era um círculo e os rituais a ela consagrados usavam o fogo. Era relacionada ao deus Hermes, o mensageiro, astuto, protetor e guia dos viajantes, além de protetor dos ladrões. Héstia protegia dentro do lar e Hermes a entrada. Diferente das outras duas deusas virgens que têm a consciência enfocada para aspectos externos, Héstia tem a consciência enfocada para seu próprio interior, portanto, mais subjetiva. Como as outras duas deusas, por estar com a percepção enfocada, isto é, dirigida apenas para seu foco de interesse, o restante, sejam pessoas ou coisas, são meros detalhes sem importância. Este é o arquétipo da mulher que valoriza o lar, que aprecia tomar conta de casa. Gosta de fazer as tarefas domésticas para agradar a si mesma. Também é comum àquelas que se dedicam a uma vida religiosa ou à meditação. Ela é quieta, reservada, calma, introvertida e aprecia a solidão (muitas vezes, sente-se alienada do mundo que a cerca). Ela representa a sabedoria que transcende os conflitos, um motivo centralizador interior. No trabalho, não é competitiva, sendo que trabalhar não é seu forte. Falta-lhe ambição, desejo de poder e de reconhecimento. Quando desempenha uma atividade profissional o faz com esmero mas de modo nada apelativo – apenas faz o que tem que fazer. Tem poucas amizades pois não gosta de conversas triviais. A sexualidade não é muito importante. Será uma boa esposa e poderá ser uma boa mãe, cuidando dos filhos com amor e atenção, mas não é o tipo de mãe que estimula o franco desenvolvimento de potenciais. Expressa seus sentimentos e interesses de maneira indireta, através de gestos amáveis. Para atenuar os efeitos dessa deusa a mulher deverá aprender a expressar de maneira mais efetiva seus sentimentos e necessidades, desenvolver uma persona mais sociável para poder interagir socialmente, desenvolver assertividade ou através de outras deusas ou de seu animus (o homem que habita o interior de cada mulher).
As deusas vulneráveis As três deusas vulneráveis são: Hera, deusa do casamento e que representa a esposa, Deméter, do cereal e que representa a mãe e Perséfone, do inferno que representa a filha. São denominadas de vulneráveis, por Bolen, pois foram vitimadas de alguma forma por deuses ou humanos. São deusas orientadas para o relacionamento, sendo motivadas pelas recompensas que um relacionamento traz. Sua percepção e consciência são difusas, percebendo tudo ao seu redor. Portanto, estão atentas aos estímulos sensoriais que o meio oferece. São capazes de perceber o tom emocional de uma conversa ou idéia; são sensíveis e empáticas com os outros.
As mulheres Hera
Hera foi a esposa ciumenta de Zeus; muito vingativa com as deusas, com as mortais, ou com os filhos que Zeus teve fora do casamento, mas jamais com o próprio Zeus. As mulheres tipo Hera são aquelas que almejam e sonham com o casamento; não lhes bastam relações informais. Todo o ritual da cerimônia de casamento é imprescindível. São fiéis e leais e capazes de suportar dificuldades com o marido. São dependentes do marido e por isso tendem a transferir a culpa deles para outrem. E quando traídas ou sofrem uma perda, a reação é de pura raiva vingativa. Para elas, a outra, é a vagabunda, a sem-vergonha, a desqualificada, não importando se esta outra foi vítima de sedução. Algumas mulheres do tipo Hera, cansadas de viverem o relacionamento conturbado dos pais fogem através do casamento, que foi extremamente idealizado. Os estudos e o trabalho são algo secundário para estas mulheres, exceto que isto possa repercutir positivamente para seu cônjuge. Costumam ter poucas amigas e se afastam assim que conseguem um relacionamento estável. Terá amizades pertinentes ao casal, mas nada íntimo, viverão apenas para o social, mas desprezarão as pessoas, principalmente, as mulheres solteiras ou separadas que são vistas ou como perigosas ao seu casamento ou apenas não são nada pois não possuem um marido. As mulheres tipo Hera tendem a julgar os outros muito mais por sua aparência do que por outros motivos. Elas vivem exclusivamente para o marido em detrimento a todo o resto. Escolhem homens competentes, de sucesso, que possam preenchê-las, completá-las. Via de regra, o sexo é vivido apenas com o casamento ou com o possível marido e, freqüentemente, é o tipo de sexualidade passiva. O casamento é o fato mais importante para sua vida. A rotina diária, o fazer passeios e viagens juntos são suas metas após o grande dia. Muitas vezes, o homem que escolhe casar com uma mulher tipo Hera, é aquele que deseja ter uma mulher para apresentar socialmente, é apenas uma fachada. Por maior que seja sua insatisfação no casamento, a mulher tipo Hera, dificilmente pedirá o divórcio. E quando se divorcia, tem muita dificuldade em aceitar: espera pelo arrependimento e volta do parceiro, perturba a nova companheira ou filhos deste, gerados do novo relacionamento. Este tipo de mulher terá filhos, mas não por desejos maternais e sim porque ter filhos faz parte dos casamentos tradicionais. Mas os filhos, ficarão sempre em segundo plano. É aquele tipo de mãe que não intervem entre os filhos e o marido, mas se o fizer, estará ao lado do marido, independente de ele estar certo ou errado. Por isso, não sofrem a síndrome do “ninho vazio” (saída dos filhos) mas, a separação ou a viuvez são seus maiores martírios, muitas vezes, insuperáveis. Algumas mulheres precisam aprender a cultivar Hera para que possam desfrutar de relacionamentos mais íntegros e significativos, principalmente aquelas que já se consolidaram na profissão e/ou já tiveram muitos romances. Elas precisarão aprender conscientemente a cultivar uma ligação ou a predisposição a uma. Algumas terão que desistir da imagem de um homem idealizado e aceitar o homem possível. Para diminuir o poder dessa deusa é conveniente que a mulher resistisse a se casar até estar certa do que quer e estar mais madura para perceber que pode fazer uma escolha errada por projetar características irreais num homem. Deve cultivar outros interesses, controlar sua fúria interior transformando essa energia numa atividade criativa, artística ou mental (artesã, trabalhar com argila, pintura ou escrita). Precisam aprender a conviver com os dados de realidade e partir “para outra”, se este for o caso; terá que se desvincular do relacionamento anterior para que possa confiar novamente num relacionamento. Também poderá aprender a desvincular-se de um mau casamento simbolicamente, ou seja, desistir da aceitação incondicional do vazio que essa relação lhe oferece e desistir apenas de viver o papel de esposa, clamando o auxílio de outras deusas.
As mulheres Deméter
É a deusa do cereal e, também, venerada como uma deusa mãe. Ela foi a mãe de Perséfone, raptada por Hades e levada aos infernos. Deméter não descansou até encontrar e ter a filha de volta. Ela é a responsável pelos chamados Mistérios de Elêusis, os mais sagrados e importantes rituais religiosos da Grécia antiga. Deméter é, portanto, um arquétipo materno, representando o instinto maternal no seu todo (gestação e nutrição) tanto física como psicológica e espiritual dos outros. As mulheres com essa deusa proeminente desejam, mais do que tudo, ser mães. Mas não é apenas no sentido biológico; elas cuidam e nutrem todas as formas de relacionamento, quer afetivos, sociais ou profissionais. Elas são nutridoras, prestativas e doadoras em todos os relacionamentos. Elas são nutridoras e cuidadosas, também, mesmo dos filhos adultos e que já deixaram o lar. Não sabem dizer não a ninguém. Algumas mulheres que engravidam “acidentalmente”, possuem essa deusa dominando no seu mundo inconsciente. As mulheres Deméter são as mais passíveis de sofrerem a síndrome do “ninho vazio” e intensa solidão, levando-as a fortes crises depressivas, pois toda a realização está no desempenho do papel de mãe. Elas não se desenvolveram, não cresceram enquanto viviam para serem mães. Outra característica é seu lado de não permitir que os filhos “cresçam”. Elas dificilmente os incentivam a tornarem-se confiantes, seguros e com autonomia. São aquelas que mostram, constantemente, o quanto são necessárias pois seus filhos “nunca sabem o suficiente”. Mas elas jamais estão conscientes de suas negatividades (fomentar a dependência e a inoperância, jamais dizer não, gerar sentimentos de culpa e remorso), tudo o que fazem é para o bem e ficam extremamente magoadas quando os filhos as censuram ou desconversam. Para elas, essa atitude é de rejeição emocional. Também, costumam achar que coisas ruins vão acontecer aos seus filhos, provavelmente, em função do temor da perda da afetividade. Os filhos das mulheres Deméter são aqueles que permanecem como filhinhos ou filhinhas da mamãe, que encontrarão dificuldades para se casarem e, se o fizerem, os laços com a família de origem serão mais fortes que o próprio casamento ou relação. Via de regra, as mulheres Deméter casam-se cedo, e se não o fazem, cursam faculdades para profissões de cunho assistencial ou educacional., tradicionalmente carreiras femininas. No trabalho, terão dificuldades para limitar ou corrigir um funcionário incompetente pois se sentirão culpadas por machucá-los ou sentirão pena; portanto, são extremamente condescendentes. São amistosas e não competem com outras mulheres seja por realizações ou por um homem, mas podem competir pelas “proezas dos filhos”. Elas não escolhem o homem com quem casar, acabam sendo escolhidas por homens que são acolhidos como “meninos” (normalmente, são homens imaturos, egocentrados ou até cafajestes e sociopatas). A sexualidade não é muito importante, tem mais a função reprodutiva. As mulheres Deméter preferem ser acariciadas e abraçadas a fazer amor. Para muitas delas, amamentar o bebê lhes proporciona mais prazer sexual do que estar com seu parceiro. As mulheres Deméter devem aprender a dizer não às pessoas, situações e a si mesma. Devem aprender a escolher quando e com quem ter um filho. Devem aprender a expressar sua raiva que, normalmente, é somatizada em fadiga, enxaquecas, dores nas costas e auto-sabotagens de toda espécie (prazos, promessas, atrasos). Devem aprender a renunciarem a possessividade e apego. Devem aprender a enfocar outros interesses, permeando o surgimento de outras deusas.
As mulheres Perséfone
Perséfone foi adorada como deusa ou rainha do Inferno, ou como Coré (jovem garota). Foi raptada por Hades, e com a ajuda de Hermes (deus mensageiro) saiu do Inferno e pode reencontrar a mãe, passando a viver com ela em dois terços do ano e um terço viveria com Hades. As mulheres do tipo Perséfone são de pouco agir, são conduzidas pelos outros, não sabem o que querem ou para onde vão. Se Atenas é a filha do pai, Perséfone é a filha da mãe. Fazem de tudo para agradar a mãe, são as boas meninas obedientes, cautelosas, recatadas, passivas e dependentes. Possuem fortes tendências para a mentira e manipulação (para evitar o confronto ou a raiva do outro), como também para o narcisismo. Elas fazem de tudo para se adaptarem, posteriormente, aos desejos de um homem, são uma tela em branco que o homem pinta como quer. Os homens que as escolhem são inexperientes, malandros e os que não se sentem confortáveis com mulheres maduras. Parecem não ter uma personalidade própria. São do tipo mulher-criança combinando forte poder de atratividade e ingenuidade (na mídia temos exemplos típicos como a Angélica e a Sandy). Muitas vezes, sua sexualidade está adormecida, há falta de paixão, de emoção, parecem esperar pelo “príncipe encantado” que virá acordá-las, ou são sexualmente não responsivas que se sentem estupradas ou submissas quando fazer amor. O casamento pode livrá-las do jugo da mãe ou deixá-las num conflito entre a mãe e o marido, repetindo-se o mito. Não se sentirão como autênticas mães ao terem os filhos, pois sempre haverá a intromissão da mãe possessiva. As mulheres Perséfone são joviais e até mesmo infantis. Muitas vezes são incapazes de fazerem as coisas mais simples, como comprar roupas, sozinhas, e, preferem a opinião e supervisão da mãe, que também escolhe amigos, o que fazer, pelo que se interessar, ler ou ouvir. Enquanto profissionais, não são dedicadas; mudam constantemente de emprego pois vivem procurando algo que lhes agrade. Mas se elas estiverem identificadas com o aspecto da rainha do Inferno, serão muito competentes, principalmente no campo psicológico ou espiritual por saberem sintonizar-se com o mundo do inconsciente. As mulheres Perséfone tendem a sofrer de depressão, principalmente próximas da meia-idade, pois não aceitam o envelhecimento, a perda da jovialidade, nem a dura realidade que terão que abandonar alguns sonhos há muito acalentados. Deprimem-se, também, por não expressarem a raiva, que quando reprimida se transforma em depressão. Mas sua depressão é aquela que se caracteriza por forte isolamento do mundo que a cerca, voltando-se pra o mundo interior. Entretanto, podem caminhar para uma psicose por se afastarem tanto da realidade. As mulheres Perséfone devem aprender a estabelecer compromissos e a viver em conformidade com estes. Devem lutar contra a indecisão, a passividade e a inércia. Devem tomar a decisão por se casar, aprender a dizer sim, pois senão o casamento será visto como uma prisão que as levará ao divorcio. Devem aprender a responder com a sexualidade genuína, entregando-se aos seus sentimentos e emoções de maneira confiante.
A Deusa Alquímica : AFRODITE.
Bolen denominou Afrodite de deusa alquímica por seu grande poder de transformação pois, simboliza o poder transformativo e criativo do amor. Ela, também, representa a composição harmoniosa entre os aspectos das deusas virgens e das vulneráveis. Não é vulnerável pois jamais sofreu, seus relacionamentos eram correspondidos, e, não é virgem pois valorizava as experiências emocionais e os relacionamentos, mas não como permanentes e duradouros. Ela impregna de beleza e amor os relacionamentos, não apenas os sexuais. Ela permite a empatia entre as pessoas. Ela visa seus próprios objetivos e interesses (consciência enfocada) sem abrir mão da receptividade ao outro. Ela pede pela conexão com o outro pois, sem essa conexão nada se cria e, portanto, não há transformação. Afrodite era capaz de acreditar no sonho de seus homens. Que o sonho era possível. Isto fazia com que eles se sentissem, realmente, importantes e especiais. Acreditar no sonho de alguém gera expectativas positivas no comportamento do outro, desperta o outro para o seu melhor. É uma atitude receptiva e doadora ao mesmo tempo, recebe-se o sonho e se encoraja o outro a buscar a realização. Isso confere segurança e dinamismo ao outro. Alguém se lembra do filme “Melhor Impossível”? O personagem vivido por Jack Nickolson diz a garçonete: “Você me faz querer ser cada vez melhor” – este é o poder transformador de Afrodite. Afrodite Afrodite é a deusa do amor e da beleza. Teve vários relacionamentos eróticos com deuses e com mortais. Mas também ajudou a muitos quando invocavam seus poderes. Enquanto arquétipo rege o prazer do amor, da beleza, do sexo e da sensualidade. Nas culturas patriarcais esses valores são desvalorizados, a mulher pode ser vulgarizada por expressá-los. Também, rege as forças criativas que tem por fases: atração, união, fertilização, incubação e nova criação. Para se cultivar Afrodite temos que nos envolver em atividades sensoriais ou sensuais. Temos que nos afastar de atitudes culposas ou críticas, pois estas nos afastam da possibilidade de desfrutar o prazer, o lazer e qualquer outra atividade considerada não produtiva. As mulheres Afrodite São atraentes, não, necessariamente, belas. Possuem carisma e por isso não precisam vestir-se ou porta-se de maneira chamativa. É algo interior, que vem de dentro para fora. Elas possuem vivacidade, espontaneidade e sensualidade natural. Desde bem jovem, a mulher Afrodite, manifesta seu poder. E, se seus pais são esclarecidos e se não possuir uma mãe que queira competir, seguirá, naturalmente, sua tendência sem sentir-se culpada. Entretanto, poderá enfrentar a má reputação e rebaixamento da auto-estima caso deixe-se levar por seus impulsos sexuais. Uma gravidez indesejada é possível. Estas mulheres não enfocam tanto os estudos ou carreira. Mas, certamente, se estiverem envolvidas emocionalmente com o que fazem cultivarão o interesse. Dificilmente, se esforçam para se sair bem. Só se dão bem se estiverem envolvidas e puderem usar muita criatividade. Elas ou estão num trabalho que detestam ou num que amam demais.
As mulheres Afrodite costumam relacionar-se com homens errados, pois escolhem homens criativos, complicados, mal-humorados ou emotivos (com relação amor/ódio pelas mulheres, intolerantes a frustração, “supermachos”, agressivos, imaturos ou dissimulados). Mas, também, para essas mulheres, é muito difícil manter um casamento monogâmico. Normalmente, são boas mães, sempre incentivando os filhos com seu entusiasmo. As outras mulheres não apreciam as Afrodite, por sua conduta. Mas elas estarão cercadas de pessoas que admiram sua espontaneidade. A meia-idade é uma fase difícil, pois é nesta época que costumam perceber o quão tolas e erradas foram suas escolhas no que tange aos relacionamentos com os homens. Mas tanto na meia-idade como na velhice tendem a manter sua maneira de ver a vida, com beleza e paixão. As mulheres do tipo Afrodite encontram dificuldades, principalmente, se este arquétipo for o dominante. Elas gostam de exercer seu poder de atratividade sobre os homens e se não estiver muito consciente, agirá conforme seus desejos e impulsos sem avaliar as conseqüências. Por isso, precisarão se conscientizar de Afrodite para minimizar alguns desconfortos. Terão que exercer o controle algumas vezes sobre seus impulsos; terão que aprender a fazer escolhas sensatas. Para isso, devem aprender que não é o tempo presente, o aqui e agora, que importa, mas também o futuro, pois nossas atitudes de hoje refletem no futuro. Em função disso, fazem extravagâncias em gastos, seus planos apaixonados se transformam em desinteresse antes mesmo de pô-los em prática. As mulheres Afrodite, se apaixonam com extrema facilidade, e é sempre para valer. E, com isso, acabam por machucar muitos que acreditam em seu afeto pois, acabam sentindo-se usados. Para sair dessa roda-viva, elas precisam se apaixonar por alguém real, com imperfeições humanas. Devem deixar de ver em todo homem, um deus. O arquétipo de Afrodite pode deixar uma mulher “doente de amor”, são aqueles amores doentios em que pelo objeto amado vale tudo: vale ser mal tratada por ele, agredida, tiranizada, menosprezada. Ou seja, são vivenciados amores destrutivos e, abandoná-los não é um empreendimento fácil para elas. Outra forma de amor doentio é aquele em que a mulher se apaixona por um homem que definitivamente não a quer, mas ela, obsessivamente, vai atrás dele. As mulheres Afrodite devem reconhecer sua sensualidade e forte sexualidade (por serem e sentirem-se diferentes das outras mulheres) para se livrarem de sentimentos de culpa ou remorso. Também, devem reforçar outras deusas para que possam viver com maior responsabilidade e compromisso. Devem aprender a fazer escolhas e prever conseqüências das mesmas. Devem realizar as quatro tarefas que Afrodite deu a Psiquê para que ela pudesse reaver Eros, a saber: 1. separar as sementes: desembaraçar-se dos sentimentos conflituosos antes de tomar uma decisão; aprender a começar a escolher. 2. adquirir alguns flocos de lã dourados: ganhar poder e assertividade para não ser inferiorizada, ou tomar posse da energia masculina (animus) destrutiva. 3. encher a jarra de cristal: manter certa distância emocional dos relacionamentos. 4. aprender a dizer não: aos outros e a si mesma; aprender a fazer diferença entre as próprias necessidades e as necessidades dos outros. Essas tarefas, na verdade, se prestam a todas as mulheres, pois são tarefas que todas as mulheres devem aprender, não só para darem vazão ao feminino mas, também, para executá-las todas as vezes que se defrontarem com uma situação conflitante. Considerações finais Como se pode perceber, raramente, haverá uma única deusa na vivência de uma mulher, mas quando isso ocorre, encontramos um caso patológico, até mesmo uma psicose ou um caso fronteiriço, dependendo da força do ego da mulher. Via de regra, haverá uma deusa dominante e outras atuando secundariamente. Também, em razão de crises e passagens na vida, as deusas poderão mudar de posição, em função das prioridades. Mas a mulher deve saber dizer “sim”, “não” ou “agora, não” às solicitações das deusas. Quando um conflito se instala na vida de uma mulher, as deusas começam a dar palpites e se o ego não conseguir ordenar as informações conflitantes é mais sensato procurar com quem falar sobre seus sentimentos, medos e impulsos em conflito, para que se dê início a ordenação e, assim, o ego se sentirá mais apto a administrar o conflito. Deve ser evitada a precipitação, isto é, de fazer alguma coisa, qualquer coisa, para se resolver o conflito pois, freqüentemente, será uma atitude irrefletida. Isto porque o ego, pode estar contaminado com preconceitos e idéias pré-concebidos, e direcionar erroneamente a decisão. Bolen afirma que as deusas censuradas, isto é, impedidas de serem vivenciadas, se apresentam e se manifestam em sintomas psicossomáticos, para “pedirem passagem”, ou seja, para reivindicarem um espaço na vida da mulher, deixando claro que aspectos importantes estão sendo deixados de lado, negligenciados, e precisam ser vivenciados para benefício da própria saúde interior da mulher. Buscar falar com as deusas, conectando-se com elas através da técnica da imaginação ativa é um meio de solucionar conflitos internos. Assim, pode-se fazer uma escolha – aspecto que caracteriza a mulher heroína. A mulher não-heroína é aquela que aceita as escolhas alheias, portanto não escolhe, não discrimina, não expressa, mesmo que depois atire essas “verdades” sobre os outros, por exemplo, “eu não tenho culpa, a escolha deste restaurante foi sua”.
Bibliografia e Leituras Recomendadas BOLEN, Jean Shimoda. As Deusas e a Mulher. Ed. Paulus. 1990. CABOT, Laurie e COWAN, Tom. O Poder da Bruxa. Ed. Campus. 2000 JOHNSON, Robert A. She. Ed. Mercuryo. 1996. WOOLGER, Jeannifer Barker e WOOLGER, Roger J. A Deusa Interior. Ed. Cultrix. 1992.
terça-feira, 20 de março de 2018
Acupuntura para tratamento da Insônia
A insônia é um distúrbio persistente que afeta a saúde e a qualidade de vida. Pessoas com insônia geralmente já começam o dia se sentindo cansadas, têm problemas de humor, falta de energia e o desempenho no trabalho ou nos estudos é prejudicado. Muitos apresentam dificuldades para dormir em algum momento da vida, mas outros têm insônia crônica, que pode durar um período de tempo muito maior do que o normal.
Existem três tipos principais de insônia:
- inicial (dificuldade para começar o sono),
- intermitente (dificuldade de se manter dormindo ininterruptamente - a pessoa acorda várias vezes durante a noite) e
- terminal (despertar muito cedo, antes do que gostaria ou deveria).
Qualquer que seja o tipo de insônia, ela causa sintomas como sensação de cansaço durante todo o dia (principalmente pela manhã), irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, dor de cabeça e problemas digestivos.
As principais causas da insônia são: estresse e preocupações, ansiedade, depressão, maus hábitos alimentares, falta de atividades físicas, dor crônica e dificuldade para respirar. O uso inadequado de algumas medicações e o consumo excessivo de álcool, cigarro e outras drogas agravam a situação.
AGULHAS PARA DORMIR MELHOR
O tratamento da insônia com a Acupuntura começa depois de uma avaliação detalhada de toda a condição física e emocional do paciente, usando recursos específicos da terapêutica chinesa, como entrevista, exame do pulso e da língua. Com base nos dados da avaliação, chega-se a um diagnóstico energético e, em seguida, todas as condutas dali pra frente serão individualizadas. Em outras palavras, a Acupuntura procura entender exatamente o que se passa com cada paciente; não segue uma receita pronta para tratar esse ou aquele problema (foco no paciente, não na doença), sem provocar efeitos colaterais.
Com o diagnóstico energético fechado, o terapeuta escolhe as técnicas a serem usadas no tratamento, como agulhas, moxa , ventosas, entre outras. Além disso, são passadas orientações sobre alimentação, exercícios e hábitos adequados para cada um, estimulando a participação ativa do paciente na resolução do seu problema. Dessa forma, a Acupuntura contribui para que o indivíduo comece a se enxergar melhor, bem como o ambiente em que vive, eliminando fontes de estresse e atitudes indesejáveis que resultam no surgimento e permanência da insônia.
E você? te problemas para dormir? Já marcou sua avaliação no Espaço Zen?
segunda-feira, 19 de março de 2018
Só por Hoje!
A vida é um conjunto de pequenos instantes. São pequenos momentos que vão formando nossos dias, semanas, meses e anos. Mas a origem será sempre os pequenos instantes. O que você faz com os pequenos instantes do seu dia? O que temos em nossas mãos é o dia de hoje, nada mais. É esse momento presente que importa. Amanhã está longe demais, temos que viver o agora, o momento presente.
Reiki, além de ser uma técnica de harmonização energética, pode ser seguido como uma filosofia de vida. É um caminho de autoconhecimento e uma forma de viver melhor. Os ensinamentos do reiki trazem os cinco princípios. Todos iniciam da seguinte forma: Só por hoje. Exercício diário e prática constante para que nossa mente não fuja para o passado nem para o futuro, para que nossa mente permaneça no momento presente.
Estar aqui e agora, sentindo. Sentindo nosso corpo ao despertar, agradecendo pelo dia que inicia; sentindo nosso corpo ao adormecer, enviando boas energias para uma noite de descanso; sentindo cada alimentação, para que tenhamos bons hábitos e a saciedade necessária para nosso corpo; sentindo cada atividade realizada no trabalho, para que o resultado tenha mais qualidade e o tempo seja melhor aproveitado; sentindo cada momento com família e amigos, valorizando os momentos com as pessoas essenciais. Estando presente em cada momento.
A transformação interior começa com o dia de hoje. Tudo que fizer no dia de hoje será mais um passo para seu desenvolvimento pessoal. Hoje é o melhor dia. Por isso, só por hoje, esteja em paz, tenha pensamentos positivos, siga seus sonhos, valorize a gentileza e a honestidade com você e com todos, mantenha sua mente calma, respire profundamente diversas vezes, cuide de você mesmo, supere-se, dê o seu melhor, e principalmente, seja grato por tudo.
Tenha total entrega e encantamento pelo dia de hoje. Com seus acertos e seus erros, com seus sorrisos e aprendizados, o dia de hoje será precioso e único. Só por hoje, coloca energia no que realmente importa na sua vida.
terça-feira, 13 de março de 2018
60 segundos que podem mudar sua vida! Diário da Gratidão!
Aqui uma técnica simples que necessita não mais de 60 segundos por dia, que pesquisas mostram, vai transformar sua vida: o diário de gratidão.
A maior virtude individual que você pode expressar é a gratidão. Trata-se de um poderoso catalisador de mudanças positivas. O espírito de gratidão o abençoa com a habilidade de ver o melhor em tudo, em consequência do que enche você de satisfação e alegria. É uma ferramenta poderosa para melhorar sua vida. O poder da gratidão é reconhecido pela sabedoria antiga e comprovado pela ciência moderna.
Melody Beetie resume isso muito bem: “A gratidão revela a completude da vida. Ela torna suficiente o que temos, e faz mais. Torna negação em aceitação, caos em ordem, confusão em clareza. Pode tornar uma refeição em um banquete, uma casa em um lar, um estranho em um amigo”.
E como você cultiva gratidão?
Uma técnica comum é simplesmente escrever, seja uma vez por dia ou cinco dias na semana, algo pelo qual você é grato. Isso é chamado o “diário de gratidão”. Esta técnica é cientificamente comprovada e traz notáveis ganhos em bem-estar. É um tremendo life-hack. Com apenas 60 segundos por dia, o tempo necessário para escrever 3 coisas pela qual é grato, você melhor sua vida. Fácil, né?
É algo tão popular que você encontrará centenas de aplicativos para iOS e Android para manter seu diário. Ou, claro, pode usar um bom e velho caderninho e caneta mesmo.
Para dar certo, o segredo é “ritualizar” o processo, fazendo num mesmo horário do dia, digamos, antes de dormir. Pesquisas indicam que fechar o dia com sentimentos de gratidão tem um efeito especialmente profundo de bem-estar.
O exercício de escrever faz você pensar sobre gratidão e faz você buscar por razões para ser grato. Eu, pessoalmente, gosto de simplesmente cultivar uma mentalidade grata. Conforme veja coisas boas em sua vida diária, você pode não apenas ser positivo e desfrutar delas, mas pode dar um passo além e ser grato por elas.
Quando você atinge os níveis mais altos de compreensão compreende que, em última instância, tudo vem de Deus, você naturalmente se sente grato por tudo em sua vida, sabendo que tudo, incluindo a vida em si, é uma bênção divina. Esse sentimento onipresente de gratidão invoca profunda paz interior.
Vamos exercitar a Gratidão? O Espaço Zen te deseja um excelente desenvolvimento!
A Parábola das Moscas
Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite.
A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, porém, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater e a lutar.
Aos poucos com tanta agitação, o leite ao eu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar vôo para longe.
Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido, novamente caiu num copo, desta vez cheio de água. Como pensou que já conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse.
Certa vez, duas moscas caíram num copo de leite.
A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Como a superfície era muito lisa e suas asas estavam molhadas, porém, não conseguiu escapar. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz e, por isso, continuou a se debater e a lutar.
Aos poucos com tanta agitação, o leite ao eu redor formou um pequeno nódulo de manteiga no qual ela subiu. Dali, conseguiu levantar vôo para longe.
Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido, novamente caiu num copo, desta vez cheio de água. Como pensou que já conhecia a solução daquele problema, começou a se debater na esperança de que, no devido tempo, se salvasse.
Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:
– Tem um canudo alí, suba nele!
A mosca tenaz respondeu:
“Pode deixar que eu sei como resolver este problema”.
E continuou a se debater mais e mais até que, exausta, afundou na água.
SOLUÇÕES DO PASSADO, EM CONTEXTOS DIFERENTES, PODEM TRANSFORMAR-SE EM PROBLEMAS. SE A SITUAÇÃO SE MODIFICOU, DÊ UM JEITO DE MUDAR.
Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de observar as mudanças em redor e ficamos lutando inutilmente até afundar em nossa própria falta de visão?
Criamos uma confiança equivocada e perdemos a oportunidade de repensar nossas experiências. Ficamos presos a velhos hábitos que nos levaram ao sucesso e perdemos a oportunidade de evoluir.
É por isso que os japoneses dizem que na garupa do sucesso vem sempre o fracasso. Os dois estão tão próximos que a arrogância pelo sucesso pode levar à displicência que conduz ao fracasso.
Os donos do futuro sabem reconhecer essas transformações e fazer as mudanças necessárias para acompanhar a nova situação!
Escolha ser Feliz!
Entenda, a felicidade é uma escolha.
A felicidade é uma escolha, mas mesmo assim temos que aprender a sê-lo, precisamos de tempo e treino, assim como qualquer nova habilidade que, durante a vida, nos propusermos desenvolver.
A felicidade é uma escolha, e foram meus piores dias que me ensinaram isso. É cômodo permanecer no mesmo lugar e situações que te machucam, e mais cômodo ainda é colocar toda a responsabilidade sobre como você se sente nessas situações ou pior, no outro.
Ser feliz é escolha, ser feliz é opção, ser feliz é determinar que a única pessoa responsável pela maneira como você vai se sentir hoje é você mesmo.
Você decide se irá dar “bom dia” ou apenas ignorar aquela pessoa que passa por você. Você decide se o erro será aprendizado ou culpa. Você decide se cantará junto com a música ou ficará irritado com o barulho. Você decide como as coisas irão lhe atingir.
Não se permita ser uma pessoa que você não gosta, não se permita ser rude e sem empatia, nunca se permita não ser feliz. Acorde todos os dias e se obrigue a isso, seja grato, não tenha nada menos do que um ótimo dia. Talvez você não saia ganhando todos os dias, mas com o tempo você aprenderá que felicidade é questão de ser e então, será! Então ESCOLHA SER FELIZ!
Por que a Terapia Holística Funciona?
Quando você ouve que precisa de terapia, qual a primeira impressão ou ideia que vem na sua mente? Pois para muitas pessoas, fazer terapia é para "loucos". E tem aquelas que pensam que não precisam disto... Que sua vida está ótima...apenas uma Massagem para relaxar 1 vez a cada 6 meses e pronto: Tudo resolvido!
Não sei se você conhece este trabalho. Entretanto, muitos não sabem o que significa verdadeiramente a Terapia Holística, nem qual é a sua finalidade.
Antes de continuar e falar mais sobre este assunto, imagine que você pode ter uma vida tranquila; que sabe administrar o seu tempo; que tem mais autoestima; coragem e confiança para agir; que sabe planejar o seu futuro; que tem uma vida financeira próspera; o emprego dos sonhos; mais saúde; enfim, você tem mais de tudo que sonha! Não é um máximo isso?
E além de se tornar capaz de mudar e melhorar a própria vida, você ainda tem a oportunidade de ajudar quem você ama ou até mesmo ajudar muitas pessoas a terem tudo isso também!
Você almeja ter uma vida plena, sem preocupações? Então, continua comigo até o fim que vou falar mais sobre como atingir sucesso e ter bem estar de verdade.
Terapias - Quais são os tipos de Terapia Holística que existem?
Antes de mais nada você precisa saber que todos nós, precisamos de ajuda em algum momento, principalmente quando um desafio se apresenta. Sendo assim, a abordagem holística acredita que os elementos físico, emocional, mental e espiritual formam um sistema, do qual objetiva tratar de toda a pessoa em seu contexto, concentrando-se na causa das debilidades e desequilíbrios.
Hoje em dia as terapias holísticas trabalham tendo entendimento de que toda a doença ou desequilíbrio começa quando você perde a fé em si mesmo, quando não acredita em suas capacidades e se desliga do “espírito”. Depois esta falta de fé, gerará pensamentos densos, confusos e negativos. Pela física quântica, hoje sabe-se que todo o pensamento gera uma emoção. Portanto, se formos pessimistas, por exemplo, o pessimismo gerará mau humor, raiva, ressentimento ou alguma emoção negativa. Por fim, se ficar somatizando essas debilidades por muito tempo, o corpo físico sofrerá com dores, doenças e disfunções.
As terapias holísticas são hoje uma das profissões que mais crescem no mundo e geralmente elas fazem parte das medicinas orientais (como a Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Ayurveda), utilizadas a milhares de anos. O motivo do aumento da procura por estes tratamentos se deve ao fato de que todas elas enfocam o ser humano como um ser integral, composto de espírito, mente, emoção e corpo físico. Sendo assim, no enfoque holístico a doença do corpo físico é apenas o reflexo das desarmonias que já existem nos corpos energéticos.
Dentre as técnicas mais divulgadas no Brasil estão: Reiki, Yoga, Acupuntura, Florais, Do-In, Shiatsu, Ta-Chi-Chuan, Massagem, Reflexologia, Ortomolecular, Acupuntura, Shiatsu, Auriculoterapia, Cone Hindú entre outras.
Essas técnicas podem ajudar as pessoas a aliviar o stress físico ou emocional, dores nas costas, previne e combate depressões, insônia, TPM, ansiedades, medos, síndromes, ajuda a melhores algumas questões, como: insatisfação no trabalho, problemas nos relacionamentos, falta de prosperidade financeira, baixa autoestima, falta de autoconfiança e de coragem, insegurança... Fazendo uso de vários métodos diferentes, podemos detectar o que está realmente gerando desequilíbrio e tratamos diretamente a causa disto.
É importante saber que dentro do paradigma holístico e até mesmo legal, o terapeuta não é médico, nem doutor. Um bom terapeuta, assim como qualquer profissional que queira servir e respeitar o próximo, bem como ajudar na evolução da humanidade, precisa especializar-se, ter algum curso na área e que possibilite atender pessoas, muita pesquisa e dedicação, pois estes são ingredientes essenciais para um profissional.
Terapias Holísticas - Qual é a melhor para mim?
Então, se você tem interesse em cuidar do corpo, da mente e do espírito, procure um Terapeuta que você se sinta confiante, na primeira sessão a ficha de Anamnese é primordial para o Terapeuta saber avaliar o que é necessário cuidar e escolher a melhor Terapia para você! Não se guie pelo que o seu amigo disse ser melhor ou que você leu ou pesquisou na internet! Mais uma vez digo o Terapeuta estudou para isso! Com certeza será avaliado o melhor para você e acima de tudo qualquer Terapia seja ela até uma simples Massagem possuí contra indicações!
O Espaço Zen tem o Tratamento ideal para a sua necessidade! Entre em contato e saiba mais a respeito !
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